quinta-feira, 28 de junho de 2012

Para ler “Os Lusíadas”

Eu gostaria de recomendar este site a todos os que queiram ler ou reler Os Lusíadas. As explicações acrescentadas em notas, estrofe a estrofe, são riquíssimas e estão me auxiliando muito em meu trabalho.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Livros que traduzi

Esta é a relação, que pretendo manter atualizada, de livros que já traduzi e que foram publicados. (Porque, além dos livros que estou traduzindo ou acabei de traduzir e estão no prelo, há livros que traduzi e que nunca foram publicados – mas esses não serão incluídos nesta lista.) Ah, eu também não incluí as dezenas de romances de banca, tipo Harlequin, que traduzi. Foram muitos!
Resolvi separar os livros por área. Mas é óbvio que alguns livros poderiam estar em mais de uma área. É o caso, por exemplo, do Ulisses Liberto, do Jon Elster, que poderia estar em Filosofia, Ciências Sociais, Artes, Psicologia ou Economia. Toda classificação é uma simplificação da realidade, aliás.
Quando não estiver escrito, entre parêntesis, “do francês”, quer dizer que a tradução foi feita a partir do inglês.
Acho que ninguém pode dizer que eu me limitei a apenas uma ou outra área de preferência, né?

Ficção
andrea
PERRY, Jacques. Récit d'Andrea: extenuante e nua tentação. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Do francês)

shaw2
SHAW, Bernard. Um Socialista Anti-Social. São Paulo: Brasiliense, 1988.

highsmith
HIGHSMITH, Patricia. Resgate de um Cão. São Paulo: Brasiliense, 1989.

assassino
THOMPSON, Jim. O Assassino dentro de Mim. São Paulo: Paulicéia, 1991.

dalia
ELLROY, James. Dália Negra. São Paulo: Paulicéia, 1993.

aussie
(Deste eu traduzi apenas um conto)
MALOUF, David. Médium. In Lá da Austrália, coletânea de contos, org. por Stella E. O. Tagnin. Em co-autoria com Lea Béraha. São Paulo: Fólio, 2005.

Ficção Juvenil
Trilogia “os Herdeiros”:

herdguer
WILLIAMS, Cinda W. O Herdeiro Guerreiro. São Paulo: DCL, 2008.

herdmago
WILLIAMS, Cinda W. O Herdeiro Mago. São Paulo: DCL, 2009.

herdrag
WILLIAMS, Cinda W. O Herdeiro Dragão. São Paulo: DCL, 2010.

Trilogia "Wondrous Strange" (Nove Noites e um Sonho de Outono)


LIVINGSTON, Lesley. Nove Noites e um Sonho de Outono. 1º Ato. Grupo Autêntica. Editora Gutenberg, 2014. Tradução em colaboração com Angela Tesheiner.


LIVINGSTON, Lesley. À espera de Romeu. 2º Ato. Grupo Autêntica. Editora Gutenberg, 2016. Tradução em colaboração com Angela Tesheiner.

1436-20161222164424

LIVINGSTON, Lesley. A tempestade. 3º Ato. Grupo Autêntica. Editora Gutenberg, 2016. Tradução em colaboração com Angela Tesheiner.   

Ciências Humanas

Artes
canton
CANTON, Katia. E o Príncipe Dançou. São Paulo: Ática, 1994.

sting
CLARKSON, Wensley. Sting, uma Biografia. São Paulo: Ática, 1997.

design
TAMBINI, Michael. O Design do Século. São Paulo: Ática, 1997.

Filosofia / História / Sociologia

brown
BROWN, Judith C. Atos Impuros. São Paulo: Brasiliense, 1987.

foucault
DELEUZE, Gilles. Foucault. São Paulo: Brasiliense, 1988. (Do francês)

eleonor
MEADE, Margaret. Eleonor de Aquitânia. São Paulo: Brasiliense, 1991.

avoz
STARR, Tama (org.). A Voz do Dono. São Paulo: Ática, 1993. Tradução dividida com José Rubens Siqueira e Thereza Monteiro Deutsch.

vodca
POKHLIÓBKIN, W. V. Uma História da Vodca. São Paulo: Ática, 1995.

diploma
DÁVILA, Jerry. Diploma de Brancura. São Paulo: UNESP, 2006.

ulisses
ELSTER, Jon. Ulisses Liberto. São Paulo: UNESP, 2009.

alutaind
GARFIELD, Seth. A luta indígena no coração do Brasil. política indigenista, a marcha para o oeste e os índios Xavante (1937-1988). São Paulo: UNESP, 2011.

Direito

hart
MACCORMICK, Neil. H. L. A. Hart. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2009.

Administração / Economia

olider
ROBBINS, Harvey & FINLEY, Michael. O Líder Acidental. São Paulo: Prentice Hall, 2005.

macroe
BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2006, 4a ed. Tradução dividida com Mônica Rosemberg.

Psicologia

reich
REICH, Wilhelm. Paixão de juventude: uma autobiografia (1897-1922). Tradução dividida com Samia Rios. São Paulo: Brasiliense, 1996.

acrianca
KAIL, Robert V. A Criança. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

Ciências Biológicas
Ecologia

primavera
CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. São Paulo: Gaia, 2010.

Medicina / Saúde / Nutrição

kenmayer
MAYER, Ken. Mulheres de Verdade Não Fazem Regime! São Paulo: Ática, 1995.

novoaman
COLCLOUGH, Beauchamp. Um Novo Amanhã. São Paulo: Ática, 1996.
sucos
CALBOM, Cherie, e KEANE, Maureen. Sucos para a Vida. São Paulo: Ática, 1997.

Ciências Exatas
Matemática

matlab6
HANSELMAN, Duane & LITTLEFIELD, Bruce. MATLAB 6 - Curso Completo. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

Computação


c
SAVITCH, Walter. C++ Absoluto. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

sistdigit
TOCCI, R. J., WIDMER, N.S e MOSS, G. L. Sistemas Digitais. São Paulo, Pearson Education do Brasil, 2007. 10a ed.

Física

fisica2
YOUNG, Hugh D. Física II: Termodinâmica e Ondas. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008, 12a ed.
fisic4
YOUNG, Hugh D. Física IV: Ótica e Física Moderna. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009, 12a ed.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Escola de Sagres nunca existiu!

A Escola de Sagres, criada pelo Infante D. Henrique para desenvolver a navegação, jamais existiu. Isso provavelmente não é novidade para os historiadores, estudantes de história ou mesmo para os mais jovens, mas, para mim, foi uma surpresa. Eu já havia ouvido falar que a Escola de Sagres não havia sido realmente uma “escola” – seria apenas uma reunião de cartógrafos, navegadores, estudiosos e construtores de navios. Mas as não tão novas pesquisas sugerem que a Escola de Sagres é simplesmente um mito. Será mesmo?

O primeiro a negar a existência da Escola de Sagres teria sido o historiador brasileiro Thomaz Marcondes de Souza, em 1953, seguido pelo português Luís de Albuquerque, em 1990. E em 2009 o historiador brasileiro Fábio Pestana Ramos, em seu livro Por mares nunca dantes navegados, conclui que "Não há prova factual, como vestígios arqueológicos ou documentos originais, que possam comprovar a existência de uma escola em Sagres". Segundo Pestana Ramos, as menções históricas à Escola de Sagres se baseiam apenas em um único mapa atribuído ao pirata inglês Francis Drake e datado do século XVI, que registrava algumas construções em Sagres na época – sem nenhuma referência à existência de uma escola de navegação. Ainda segundo Pestana Ramos, o mito teria sido criado no século XIX, quando o historiador português Oliveira Martins teria utilizado a existência de Sagres para construir uma identidade portuguesa baseada no amplo domínio de tecnologias de navegação. Mais detalhes aqui.

Hmm… Eu tenho certos questionamentos, pelo menos quanto a essa última afirmação, de que o mito teria sido criado pelos românticos portugueses no século XIX. Ora, o poeta escocês Mickle, em sua tradução de Os Lusíadas, de 1776, glorifica D. Henrique como o “gênio” que teria dado origem ao espírito da descoberta moderna, aquele que “nasceu para libertar a humanidade do sistema feudal e dar a todo o mundo todas as vantagens, todas as luzes que poderiam ser difundidas pelo intercâmbio do comércio ilimitado”. Mickle reproduz todos os elementos do “mito”, embora não utilize a expressão “Escola de Sagres”. No prefácio à sua tradução de Os Lusíadas, Mickle conta que D. Henrique convidou vários sábios a irem a Sagres, a cidade altamente fortificada em que ele fixara residência. De Sagres teriam vindo as bases da nova navegação portuguesa. Mickle cita também um trecho do poema "The Seasons”, de James Thomson, glorificando D. Henrique como o grande incentivador do comércio:

For then from ancient gloom emerg'd
The rising world of trade: the genius, then,
Of navigation, that in hopeless sloth
Had slumber'd on the vast Atlantic deep
For idle ages, starting heard at last
The Lusitanian prince, who, Heaven-inspir'd,
To love of useful glory rous'd mankind,
And in unbounded commerce mix'd the world.

O poema “The Seasons” terminou de ser escrito em 1730.

Acho que isso mostra que o “mito”, pelo menos na Inglaterra, é anterior aos românticos portugueses. Como vocês veem, os Estudos da Tradução podem ser bastante úteis nas pesquisas históricas. E vice-versa, claro.

[P.S. Este site traz informações mais detalhadas sobre o assunto. São explicações bem mais convincentes de como surgiu o mito da Escola de Sagres.]

terça-feira, 12 de junho de 2012

Lançamento de livro sobre a obra de J. R. R. Tolkien

O Evangelho da terra-média: leituras teológico-literárias da obra de J. R. R. Tolkien
Organizador: Carlos Ribeiro Caldas Filho
Editora: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Local: Livraria da Vila do Shopping Higienópolis
Data: 15 de junho (sexta-feira)
Horário: das 18h30 às 21h30

Entre os cinco ensaios publicados neste livro, comento apenas os dois que já li: os dos meus colegas de doutorado, Dircilene Gonçalves (“A babel fantástica: a palavra no princípio da criação”) e Reinaldo José Lopes (“‘Em muitas vozes e em muitas línguas’: a filologia criativa de J. R. R. Tolkien”). Apesar de evidenciarem a profundidade da pesquisa acadêmica na riqueza de detalhes apresentados, ambos os ensaios são escritos em estilo fluente, claro e cativante. O ensaio de Dircilene mostra como a criação dos universos alternativos de Tolkien baseia-se na própria palavra, na criação de línguas. O ensaio de Reinaldo parte desse mesmo pressuposto (a criação de línguas como a fundação do universo literário de Tolkien) e aprofunda o estudo dos aspectos filológicos da obra de Tolkien.

Recomendo o livro, portanto, não apenas para os fãs de Tolkien, mas para todos os que se interessam pelas línguas; pela filologia; pela filosofia da linguagem; e pela relação entre o trabalho com a palavra e a criação de universos ficcionais.

Para os que não puderem ir ao lançamento, nesta página há uma lista de livrarias onde o livro pode ser adquirido.

oevtolklan

domingo, 10 de junho de 2012

(Isaac) Disraeli, patronos e Mickle

Em uma nota de rodapé de The presence of Camões, George Monteiro menciona que Melville destacou, com uma linha vertical na margem direita, um trecho do livro Curiosities of Literature, de Isaac Disraeli, sobre Mickle. Esse Disraeli (ou D’Israeli), nasceu em 1766 e morreu em 1848; era escritor e historiador, pai de Benjamin Disraeli, o famoso primeiro ministro britânico. (Curiosidade: Isaac iniciou a sua carreira literária compondo versos para Samuel Johnson.)

Antes de mais nada, interessa-me o assunto sobre o qual Disraeli está falando nessa página: patronos. Neste site, pode-se ler Curiosities of Literature online. O artigo sobre patronos está aqui, e eu recomendo a leitura a todos os que se interessam pela questão da patronagem, que já discuti anteriormente neste blog algumas vezes.

O parágrafo dedicado a Mickle diz (a tradução é minha):

O pobre Mickle, a quem devemos a tão bela versão de Os Lusíadas de Camões, tendo dedicado sua obra, um trabalho ininterrupto de cinco anos, ao Duque de Buccleugh, ficou mortificado ao descobrir, por meio de um amigo, que o Duque já estava de posse da obra há três semanas quando conseguiu reunir suficiente desejo intelectual para abrir suas páginas! A negligência desse aristocrata reduziu o poeta a um estado de depressão. Esse patrono era economista político, pupilo de Adam Smith! Fico feliz em acrescentar que, em contraste com esse frígido patrono escocês, quando Mickle foi a Lisboa, onde sua tradução há muito lhe precedera a visita, encontrou o Príncipe de Portugal esperando no cais para ser o primeiro a receber o tradutor de seu grande poema nacional; e, durante uma estadia de seis meses, Mickle recebeu a calorosa estima de todos os nobres portugueses.

Não deixa de ser irônico que Portugal, tendo dado pouco reconhecimento a Camões em vida, cumule de honrarias o seu tradutor para o inglês, que tanto modificou o original… Entre os objetivos do meu trabalho está o de tentar “explicar” essa ironia.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A presença de “Os Lusíadas”

Terminei de ler The presence of Camões, de George Monteiro. A partir desse livro, destaco aqui alguns autores que foram influenciados por Camões e, em especial, por Os Lusíadas, relacionando às traduções de Os Lusíadas que foram lidas por esses autores.

Mickle sugere que John Milton possa ter lido Os Lusíadas na tradução de Fanshawe. A influência dessa leitura explicaria, ainda segundo Mickle, as várias semelhanças entre o Paradise Lost e Os Lusíadas – em especial, a cena entre Miguel e Adão, ao final do Paradise Lost, e a cena de Os Lusíadas em que Tétis mostra a Gama a Máquina do Mundo.

O norte-americano Herman Melville leu Os Lusíadas na tradução de Mickle. Pelo que mostra George Monteiro, a influência de Os Lusíadas sobre Moby-Dick é profunda e incontestável.

Henry Wadsworth Longfellow, poeta norte-americano, era admirador de Camões e incluiu trechos de Os Lusíadas, na tradução de Mickle, em um grande livro organizado por ele, The Poets and Poetry of Europe. Das trinta e poucas páginas desse livro reservadas a poetas portugueses, Camões ocupava nove, com dois excertos de Os Lusíadas (o episódio de Inês de Castro e o do Gigante Adamastor), onze sonetos e nove poemas líricos. Essa antologia foi publicada em meados do século XIX, em pleno romantismo norte-americano (um pouco posterior em relação ao romantismo inglês). Entre 1876 e 1879, Longfellow publicou outra antologia, Poems of Places, incluindo novamente a tradução de Mickle do episódio de Inês de Castro e outras traduções de poemas de Camões. Mais ou menos por essa mesma época, no entanto, Longfellow conheceu a tradução do primeiro e do segundo cantos de Os Lusíadas por James Edwin Hewitt (que traduziu apenas esses dois cantos), e passou a criticar a tradução de Mickle. Em carta a Hewitt, Longfellow elogiou-o por manter a oitava rima do original, sem tentar encaixar o poema em uma nova forma. E em 1877, em carta ao imperador do Brasil, D. Pedro II, com quem se correspondia, Longfellow diz que a tradução de Mickle “é fácil e graciosamente versificada, mas não é, estritamente falando, uma tradução, e sim uma paráfrase bastante livre, ou rifacimento do original”. Mesmo assim, Longfellow manteve as traduções de Mickle em Poems of Places, que foi publicada depois desses comentários críticos.

Curiosamente, segundo George Monteiro, é com base nessas traduções de Os Lusíadas, publicadas por Longfellow, que Ezra Pound faz uma violenta crítica à obra de Camões no seu The Spirit of Romance (1910), chamando-a de medíocre. Pound atribui a mediocridade tanto de Longfellow quanto de Camões ao insípido meio aristocrático tanto de Portugal no século XVI quanto dos EUA no século XIX... Não concordo com Pound a esse respeito, mas não sei se George Monteiro tem realmente razão em pensar que Pound leu apenas os dois trechos de Os Lusíadas publicados no livro organizado por Longfellow.

Uma questão que achei interessante no livro de Monteiro, mas que foge totalmente ao meu objeto de estudo, é a sugestão de que Camões poderia ter influído na obra de Edgar Allan Poe via Elizabeth Barrett-Browing. Sabemos que “The Raven” foi criado seguindo o modelo do Lady Geraldine's Courtship, de Barrett-Browning, e que Barrett-Browning, além de traduzir uma série de sonetos de Camões e de utilizar o soneto em sua forma camoniana, citava Camões constantemente. Monteiro chega a sugerir que o nome “Lenore” – presente não apenas em “The Raven”, mas também nos poemas “Al Aaraaf” e “Lenore” – seria uma versão da “Leonor” de Camões. Interessante, mas muito difícil de comprovar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

As traduções de “Os Lusíadas” para o inglês

Depois de uma overdose de Johnson, os leitores deste blog terão a partir de agora um assunto bem diferente: comecei a ler The presence of Camões: influences on the literature of England, America & Southern Africa, de George Monteiro. Pesquisando para a minha tese (análise da tradução de Os Lusíadas por Mickle), estou em busca de mais informações sobre a influência de Camões sobre os países de língua inglesa.

Como introdução ao assunto, eis uma lista das traduções completas de Os Lusíadas para a língua inglesa, em todos os tempos.

• Sir Richard Fanshawe, Londres, 1655
A primeira. Tradução em oitava rima (seguindo o original), surpreendentemente literal e competente, mas talvez bem-humorada demais para o gosto das gerações seguintes. Nâo teve grande repercussão, mas tem seus defensores até hoje.

• William Julius Mickle, Oxford, 1776
Tradução em rimas emparelhadas (dísticos heroicos). A mais conhecida e divulgada de todas as traduções da obra até hoje.

• Thomas Moore Musgrave, Londres, 1826
O tradutor era agente de navegação em Lisboa.

• Sir Thomas Livingston Mitchell, Londres, 1854
O tradutor foi um célebre soldado e explorador na Austrália.

• John James Aubertin, Londres, 1878
Tradução em oitava rima. Aubertin era engenheiro ferroviário e foi o
responsável pela construção da linha entre Santos e São Paulo. Tinha bom conhecimento da língua e literatura portuguesas, tendo sido eleito sócio da Academia Real das Ciências e Cavaleiro da Ordem de Santiago. Sua tradução foi muito valorizada em Portugal.

• Robert Ffrench Duff, Londres, 1880
Tradução em versos spenserianos. O tradutor era descendente de uma família inglesa estabelecida em Portugal.

• Sir Richard Francis Burton, Londres, 1881
O célebre aventureiro, tradutor de As mil e uma noites, viajou pelo mundo todo e sabia inúmeras línguas. Era fã de Camões, e esse apreço é evidente em sua tradução. O estilo dele, no entanto, é considerado arcaizante demais. Manteve a oitava rima do original.

• Leonard Bacon, Nova York, 1950
A primeira tradução feita nos EUA. Publicada pela Hispanic Society of America.

• William C. Atkinson, Harmondsworth, 1952
Primeira tradução em prosa. Atkinson era professor de estudos hispânicos em Glasgow.

• Hugh Finn, 1972
Tradutor natural da Rodésia. Tradução versificada a partir da tradução em prosa de Atkinson.

• Landeg White, Oxford, 1997

Há uma outra tradução que, apesar de incompleta, costuma ser incluída na lista de traduções importantes de Os Lusíadas:

• Edward Quillinan, com notas de John Adamson, Londres, 1853
Apenas os 5 primeiros cantos.

Aos poucos espero saber mais a respeito de cada uma dessas traduções, embora o meu foco principal seja a tradução de Mickle.