terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Tese online!
domingo, 18 de outubro de 2015
Uma Talvez Dra. Cláudia
Pois é, gente, agora sou doutora! Na quinta-feira, dia 15 de outubro, Dia do Professor, defendi minha tese de doutorado, A “Epopeia do Comércio”: Os Lusíadas na Tradução de William Julius Mickle e fui aprovada. Foi um excelente debate, a Banca fez comentários muito interessantes e me deu algumas sugestões que penso em incorporar na versão corrigida da tese.
Aqui estão algumas fotos.
A Banca foi composta, da esquerda para a direita na foto, pelos professores John Milton, Viviane Veras, Ana Elvira Luciano Gebara e José Garcez Ghirardi, com a Profa. Lenita Esteves, minha orientadora, ao centro:
Abraço da orientadora:
Quem quiser ver mais fotos, pode clicar aqui.
E aqui estão as fotos postadas pelo Prof. John Milton.
sábado, 12 de setembro de 2015
Novo artigo publicado
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Artigo meu na “Tradução & Comunicação” (n. 26)
Saiu o número 26 da revista Tradução & Comunicação, com artigos interessantes abordando diversos temas ligados à tradução. A revista está disponível online, e vocês podem fazer o download de todos os artigos como arquivos pdf.
Posto aqui o resumo do meu artigo, “A 'Epopéia do Comércio': Os Lusíadas no Império Britânico do Século XVIII”:
Este artigo discute, à luz dos conceitos de reescrita, manipulação literária e patronagem de André Lefevere, alguns aspectos da tradução de Os lusíadas, de Luís Vaz de Camões, feita pelo poeta escocês William Julius Mickle. Essa tradução, publicada na Inglaterra em 1776, alcançou uma popularidade jamais igualada por outras traduções de Os lusíadas para o inglês. Pretende-se mostrar, pela exposição de alguns dados referentes à situação em que essa tradução foi realizada e por meio de alguns exemplos comparando o original e a tradução, que as profundas transformações (acréscimos, omissões, adaptações etc.) efetuadas por Mickle em relação ao original se articulam às condições históricas, sociais e econômicas de produção dessa tradução, assim como às normas culturais da época, uma fase de transição entre o Neoclassicismo augustano e o Romantismo. Mickle adaptou Os lusíadas para o público britânico do final do século XVIII, acrescentando paratextos de cunho ideológico, rotulando a epopeia camoniana como “A Epopeia do Comércio” e manipulando o poema original tanto no aspecto poético quanto ideológico. Dessa forma, Mickle transformou Os lusíadas em uma narrativa a serviço do Império Britânico.
É o primeiro artigo que publico sobre meu tema de doutorado, uma espécie de resumo de alguns tópicos que serão abordados em minha tese.
Um artigo cuja confecção eu acompanhei de perto é “'Andrea, ma così chi ti legge?': a linguagem de Camilleri e suas (im)possíveis traduções”, de minhá amiga Solange Peixe Pinheiro de Carvalho, que é agora a primeira pós-doutoranda na nova área de “Estudos da Tradução” da FFLCH-USP. Embora ainda não tenha lido nenhum livro do Camilleri, sou fã da série de TV Il Commissario Montalbano, que já comentei aqui, e acho fascinante a pesquisa de dialetos feita pela Solange.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
XI Congresso Internacional da ABRAPT e V Congresso Internacional de Tradutores
Vai ser um congresso poderoso! Aqui vocês podem baixar o folder, mas nesse folder só estão os eventos maiores, como palestras, mesas e shows. Há também 63 simpósios, e mais os pôsteres.
Vou participar do Simpósio Paratextos: Visibilidade, tradução e discurso, coordenado por Francisco César Manhães Monteiro e Pablo Cardellino Soto. Apresentarei a comunicação A “Epopeia do Comércio”: peritextos a uma tradução de Os lusíadas. Eis aqui o resumo da comunicação:
Até a volta!Este trabalho discute, à luz dos conceitos de paratexto e peritexto de Gérard Genette, os peritextos escritos pelo poeta escocês William Julius Mickle à sua tradução de Os lusíadas, publicada na Inglaterra em 1776. As profundas transformações (omissões, acréscimos, adaptações etc) operadas no original por essa tradução relacionam-se não só às condições culturais, mas também sociais históricas e econômicas de sua produção. Com habilidade, Mickle montou um verdadeiro “pacote” para apresentar a tradução, rotulando o poema de Camões como a “Epopeia do Comércio” e acrescentando vários textos prefaciais: um ensaio em defesa da expansão marítima; uma história do descobrimento da Índia; uma história da ascensão e queda do Império Português no Oriente; uma biografia de Camões; uma dissertação sobre a poesia épica; uma dissertação sobre a ficção da Ilha dos Amores; e cerca de 680 notas. O estudo desses peritextos contribui para o desvelamento das ideologias subjacentes à elaboração dessa tradução, a mais popular entre todas as traduções para o inglês de Os lusíadas até hoje.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Pós-Qualificação
Passei no Exame de Qualificação. Mas as sugestões fornecidas pela Banca implicam uma total reformulação da minha tese, algo que irá exigir MUITO trabalho. Só daqui a alguns meses poderei avaliar o que, em linhas gerais, é possível fazer e o que não é.
Um lance bem legal foi uma das componentes da banca, a muito querida professora Viviane Veras, dizer que leu o meu blog, e que viu que tenho aqui muito material pesquisado que não incluí na tese. É verdade!
Gostaria de ter tempo de postar mais material acadêmico aqui, só que as perspectivas para os próximos dois anos não são muito favoráveis… Mas vamos ver, né? Nem sempre se consegue prever o que irá acontecer. Esse Exame de Qualificação, por exemplo, me surpreendeu bastante. Antes dele eu achava que a minha tese era fraca e que provavelmente a Banca iria pedir para deixar essa ideia de lado e conservar o resto do trabalho. O que aconteceu foi o contrário: todos gostaram da tese, acharam-na original, e pediram que eu desse maior destaque a ela em detrimento de outras partes do trabalho que eu considerava mais “sólidas”.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Relatório de Qualificação entregue
Pois é, faz tempo que não atualizo o blog. Uma das razões é que, devido a uma possível viagem da minha orientadora no segundo semestre, precisei terminar o Relatório de Qualificação meio às pressas para poder fazer o Exame de Qualificação ainda neste semestre. Agora já entreguei o Relatório e meu Exame foi marcado para o final de julho.
Vocês vão entender melhor o que eu quero dizer com “trabalhei bastante na tese” se eu lhes disser que o Relatório ficou com 308 páginas… Dessas 308, 24 não fazem parte da tese – são itens mais ou menos obrigatórios e um tanto burocráticos no Relatório, como Histórico Acadêmico e uma descrição do projeto. As demais 284 páginas já fazem parte da tese – se a Banca de Qualificação as aprovar.
Eu não pretendia ter escrito tanto já a essa altura, mas o tema requer esclarecimentos em diversas áreas e, como eu tenho bolsa da CAPES, tive bastante tempo pra dedicar ao trabalho. Por outro lado, avalio que já tenha concluído entre 75% e 80% do trabalho (em termos de volume, por assim dizer) e, portanto, não creio que a tese vá ter mais de 400 páginas.
Vou parar a pesquisa durante um mês para me preparar para o Exame de Qualificação. É uma preparação importante, porque pretendo questionar cada linha do que escrevi…
Não vou prometer nada, a essa altura, mas, se calhar (é, estilo lusitano mesmo), eu posto aqui, de vez em quando, as minhas dúvidas cruciais.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Organização da tese
É como um quebra-cabeças que a gente monta aos poucos. Só vai ser mesmo compreensível quando estiver pronto. Mas, enfim, no momento é assim que eu imagino que será a organização da minha tese sobre a tradução de Mickle de Os lusíadas:
1. Introdução. O de sempre: um resumo do que pretendo fazer na tese.
2. Pressupostos teóricos e metodologia,
3. Os lusíadas. Contexto sócio-histórico-econômico, contexto cultural, resumo, breve análise, recepção da obra em Portugal e nos países europeus (incluindo uma breve referência às principais traduções para todas as línguas europeias até o fim do século XVIII).
4. A Grã-Bretanha do século XVIII e a tradução. Contexto sócio-histórico-econômico, contexto cultural (o Iluminismo, o Neoclassicismo, o Gótico e o Pré-Romantismo) a tradução na Grã-Bretanha no século XVIII (incluindo uma retrospectiva sobre os conceitos da retórica clássica, a retórica na Grã-Bretanha do século XVIII, a tradução na França nos séculos XVII e XVIII e, finalmente, a tradução na Grã-Bretanha nos séculos XVII e XVIII).
5. Translatio studii et imperii. Capítulo curto, mas fundamental. Explica o que era a translatio.
6. O tradutor, William Julius Mickle, e seu Lusiad. Biografia de Mickle, descrição de sua obra poética, tentativa de demonstrar as suas influências góticas e pré-românticas. A tradução: suportes materiais, formas de circulação. Análise do material paratextual que acompanha a tradução: título, gravuras, epígrafe, lista de assinantes e, principalmente, a introdução e seus diversos e longuíssimos ensaios.
7. Análise comparada entre o original e a tradução. Esta é, na verdade, a parte mais importante. Todas as outras partes foram acrescentadas para embasar essa análise.
8. Conclusão.
Pode haver mudanças, claro. Ainda tenho muitas dúvidas. Além disso, a orientadora e a Banca de Qualificação podem dar sugestões que alterem bastante a organização. Será um trabalho volumoso. Dificilmente terá menos de 300 páginas.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Redigindo um rascunhão da tese
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
II Encontro “E por falar em tradução”
A “EPOPEIA DO COMÉRCIO”: OS LUSÍADAS NO IMPÉRIO BRITÂNICO DO SÉCULO XVIII
Data: 16 a 18 de outubro de 2012
Local: IEL (UNICAMP)
Organização: Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada – UNICAMP e Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês - USP
Programação:
| Horário | 16/10 | 17/10 | 18/10 |
| 9h-10h |
Palestra de abertura
Prof. Dr. José Yuste Frías
Universidade do Vigo - Espanha
|
Palestra plenária
Prof. Dr. John Milton
Universidade de São Paulo
|
Palestra plenária
Prof. Dr. Alvaro Faleiros
Universidade de São Paulo
|
| 10h-10h30 | Coffee break | Coffee break | Coffee break |
| 10h30-12h |
Mesa redonda
"Tradução, Imagem e Adaptação"
Prof. Dr. Lauro Amorim
Unesp - SJR Preto
Profa. Dra. Nilce Pereira
Unesp - SJR Preto
Profa. Ms. Kátia Hanna
UNIP
Doutoranda USP
|
Mesa Redonda
"Tradução e questões de Terminologia"
Prof. Dr. Francis Aubert
USP
Profa. Dra. Tinka Reichmann
USP
Profa. Dra. Adriana Zavaglia
USP
|
Mesa Redonda
"Questões da Prática de Interpretação Oral"
Prof. Dr. Reynaldo Pagura
PUC - SP
Profa. Dra. Glória Sampaio
PUC - SP
Profa. Ms. Luciana Carvalho
PUC - SP
Doutoranda USP
|
| 12h | Almoço | Almoço | Almoço |
| 13h30-14h30 |
Apresentação de pôsteres
Alunos de graduação
| ||
| 14h30- | Comunicações Pós graduandos |
Oficinas
Linguística de corpus
Profa. Dra.Carmen Dayrell Projeto Comet – Uninove
Legendagem
Profa. Ms. Elaine Trindade UNINOVE
Wordfast
Profa. Ana Júlia Perrotti-Garcia Anhanguera-Unibero
Tradução Jurídica
Profa. Dra. Tinka Reichmann USP
Audiodescrição
Profa. Bell Machado ONG Vez da Voz |
Oficinas
Tradução e Paratradução
Prof. Dr. José Yuste Frías Univ. Vigo – Espanha
Interpretação de conferências
Prof. Dr. Reynaldo Pagura PUC-SP
Tradução catecismos tupis
Prof. Dr. Eduardo Navarro USP
LIBRAS
Profa. Dra. Audrei Gesser UFSC |
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Para ler “Os Lusíadas”
Eu gostaria de recomendar este site a todos os que queiram ler ou reler Os Lusíadas. As explicações acrescentadas em notas, estrofe a estrofe, são riquíssimas e estão me auxiliando muito em meu trabalho.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
A presença de “Os Lusíadas”
Terminei de ler The presence of Camões, de George Monteiro. A partir desse livro, destaco aqui alguns autores que foram influenciados por Camões e, em especial, por Os Lusíadas, relacionando às traduções de Os Lusíadas que foram lidas por esses autores.
Mickle sugere que John Milton possa ter lido Os Lusíadas na tradução de Fanshawe. A influência dessa leitura explicaria, ainda segundo Mickle, as várias semelhanças entre o Paradise Lost e Os Lusíadas – em especial, a cena entre Miguel e Adão, ao final do Paradise Lost, e a cena de Os Lusíadas em que Tétis mostra a Gama a Máquina do Mundo.
O norte-americano Herman Melville leu Os Lusíadas na tradução de Mickle. Pelo que mostra George Monteiro, a influência de Os Lusíadas sobre Moby-Dick é profunda e incontestável.
Henry Wadsworth Longfellow, poeta norte-americano, era admirador de Camões e incluiu trechos de Os Lusíadas, na tradução de Mickle, em um grande livro organizado por ele, The Poets and Poetry of Europe. Das trinta e poucas páginas desse livro reservadas a poetas portugueses, Camões ocupava nove, com dois excertos de Os Lusíadas (o episódio de Inês de Castro e o do Gigante Adamastor), onze sonetos e nove poemas líricos. Essa antologia foi publicada em meados do século XIX, em pleno romantismo norte-americano (um pouco posterior em relação ao romantismo inglês). Entre 1876 e 1879, Longfellow publicou outra antologia, Poems of Places, incluindo novamente a tradução de Mickle do episódio de Inês de Castro e outras traduções de poemas de Camões. Mais ou menos por essa mesma época, no entanto, Longfellow conheceu a tradução do primeiro e do segundo cantos de Os Lusíadas por James Edwin Hewitt (que traduziu apenas esses dois cantos), e passou a criticar a tradução de Mickle. Em carta a Hewitt, Longfellow elogiou-o por manter a oitava rima do original, sem tentar encaixar o poema em uma nova forma. E em 1877, em carta ao imperador do Brasil, D. Pedro II, com quem se correspondia, Longfellow diz que a tradução de Mickle “é fácil e graciosamente versificada, mas não é, estritamente falando, uma tradução, e sim uma paráfrase bastante livre, ou rifacimento do original”. Mesmo assim, Longfellow manteve as traduções de Mickle em Poems of Places, que foi publicada depois desses comentários críticos.
Curiosamente, segundo George Monteiro, é com base nessas traduções de Os Lusíadas, publicadas por Longfellow, que Ezra Pound faz uma violenta crítica à obra de Camões no seu The Spirit of Romance (1910), chamando-a de medíocre. Pound atribui a mediocridade tanto de Longfellow quanto de Camões ao insípido meio aristocrático tanto de Portugal no século XVI quanto dos EUA no século XIX... Não concordo com Pound a esse respeito, mas não sei se George Monteiro tem realmente razão em pensar que Pound leu apenas os dois trechos de Os Lusíadas publicados no livro organizado por Longfellow.
Uma questão que achei interessante no livro de Monteiro, mas que foge totalmente ao meu objeto de estudo, é a sugestão de que Camões poderia ter influído na obra de Edgar Allan Poe via Elizabeth Barrett-Browing. Sabemos que “The Raven” foi criado seguindo o modelo do Lady Geraldine's Courtship, de Barrett-Browning, e que Barrett-Browning, além de traduzir uma série de sonetos de Camões e de utilizar o soneto em sua forma camoniana, citava Camões constantemente. Monteiro chega a sugerir que o nome “Lenore” – presente não apenas em “The Raven”, mas também nos poemas “Al Aaraaf” e “Lenore” – seria uma versão da “Leonor” de Camões. Interessante, mas muito difícil de comprovar.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
As traduções de “Os Lusíadas” para o inglês
Depois de uma overdose de Johnson, os leitores deste blog terão a partir de agora um assunto bem diferente: comecei a ler The presence of Camões: influences on the literature of England, America & Southern Africa, de George Monteiro. Pesquisando para a minha tese (análise da tradução de Os Lusíadas por Mickle), estou em busca de mais informações sobre a influência de Camões sobre os países de língua inglesa.
Como introdução ao assunto, eis uma lista das traduções completas de Os Lusíadas para a língua inglesa, em todos os tempos.
• Sir Richard Fanshawe, Londres, 1655
A primeira. Tradução em oitava rima (seguindo o original), surpreendentemente literal e competente, mas talvez bem-humorada demais para o gosto das gerações seguintes. Nâo teve grande repercussão, mas tem seus defensores até hoje.
• William Julius Mickle, Oxford, 1776
Tradução em rimas emparelhadas (dísticos heroicos). A mais conhecida e divulgada de todas as traduções da obra até hoje.
• Thomas Moore Musgrave, Londres, 1826
O tradutor era agente de navegação em Lisboa.
• Sir Thomas Livingston Mitchell, Londres, 1854
O tradutor foi um célebre soldado e explorador na Austrália.
• John James Aubertin, Londres, 1878
Tradução em oitava rima. Aubertin era engenheiro ferroviário e foi o
responsável pela construção da linha entre Santos e São Paulo. Tinha bom conhecimento da língua e literatura portuguesas, tendo sido eleito sócio da Academia Real das Ciências e Cavaleiro da Ordem de Santiago. Sua tradução foi muito valorizada em Portugal.
• Robert Ffrench Duff, Londres, 1880
Tradução em versos spenserianos. O tradutor era descendente de uma família inglesa estabelecida em Portugal.
• Sir Richard Francis Burton, Londres, 1881
O célebre aventureiro, tradutor de As mil e uma noites, viajou pelo mundo todo e sabia inúmeras línguas. Era fã de Camões, e esse apreço é evidente em sua tradução. O estilo dele, no entanto, é considerado arcaizante demais. Manteve a oitava rima do original.
• Leonard Bacon, Nova York, 1950
A primeira tradução feita nos EUA. Publicada pela Hispanic Society of America.
• William C. Atkinson, Harmondsworth, 1952
Primeira tradução em prosa. Atkinson era professor de estudos hispânicos em Glasgow.
• Hugh Finn, 1972
Tradutor natural da Rodésia. Tradução versificada a partir da tradução em prosa de Atkinson.
• Landeg White, Oxford, 1997
Há uma outra tradução que, apesar de incompleta, costuma ser incluída na lista de traduções importantes de Os Lusíadas:
• Edward Quillinan, com notas de John Adamson, Londres, 1853
Apenas os 5 primeiros cantos.
Aos poucos espero saber mais a respeito de cada uma dessas traduções, embora o meu foco principal seja a tradução de Mickle.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Projeto de doutorado – uma introdução à introdução
Difícil saber por onde começar, quando se tem tanta pesquisa acumulada sobre um tema. Mas pensei em contar pra vocês, em linhas generalíssimas, qual é o meu projeto de doutorado.
Em poucas palavras: vou analisar a tradução de Os Lusíadas, de Camões, para o inglês feita pelo poeta escocês William Julius Mickle, publicada em 1776.
Os Lusíadas todos vocês conhecem (pelo menos alguns trechos e o enredo), por isso não vou dar aqui maiores explicações a respeito da obra. Existem mais de dez traduções completas de Os Lusíadas para o inglês, e um número muito maior de traduções incompletas ou de pequenos trechos.
Mickle não foi o primeiro a traduzir Os Lusíadas para o inglês; essa primazia coube a Sir Richard Fanshawe, em 1655. A tradução de Fanshawe, contudo, foi lida apenas entre um grupo muito restrito de intelectuais, caindo depois no esquecimento. A tradução de Mickle, a segunda para a língua inglesa, alcançou uma repercussão muito maior, sendo, até hoje, a mais lida e citada de todas as traduções da obra para o inglês.
Aos poucos eu vou fornecer a vocês mais detalhes sobre Mickle e sua tradução.
