quarta-feira, 8 de agosto de 2012

“A Batalha das Libélulas” – aperitivo

Guian de Bastos e Glautúrnio Polenta liberaram o download em pdf do primeiro capítulo de seu livro A Batalha das Libélulas, que será lançado no próximo dia 11, sábado, no Platibanda Bar (R. Mourato Coelho, 1365), a partir das 14h.

Vocês podem baixar o capítulo aqui.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

“A Batalha das Libélulas” e “A Queda de Babilônia”

Guian de Bastos é mais do que um amigo – é irmão, herói, parceiro de tantas aventuras (em especial, os livros Um Balde e Vidró, e o jornal Valami Lesz). Agora ele e Glautúrnio Polenta, outro amigo de longa data, desbravador de caminhos, estão lançando não um, mas dois livros (os primeiros da série Velho Império Sem Czar) que, tenho certeza, são apenas o início de uma longa saga de sucesso. Estarei lá, é claro! Não percam!

gg12v3

1 1 d e a g o s t o d e 2 0 1 2
d a s 1 6 h à s 2 0 h
P la t ib a n d a B a r
R u a M o u ra t o C o e lh o , 1 3 6 5 .
V ila M a d a le n a

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Alun Armstrong como Alfred Doolittle (My Fair Lady)

É só som, gente, mas eu fico imaginando as caras e trejeitos que o Alun faria nesse papel e fico rindo sozinha…

A música é “Get me to the church on time”. Parte da apresentação de “My Fair Lady” em The Proms, uma série de concertos apresentados pela BBC no Royal Albert Hall de Londres. Ele deve ter cantado também “With a little bit of luck”, mas não encontrei o áudio no YouTube ainda.

"Best of all is Alun Armstrong's magnificent Alfred Doolittle, a Steptoe-meets-Grandad Trotter comic titan that's every inch the equal of Stanley Holloway." - John Lewis, The Guardian

Sobre o Alun Armstrong, talvez vocês não o conheçam de nome, mas com certeza já devem tê-lo visto em um dos muitos filmes ou séries em que atuou.

terça-feira, 3 de julho de 2012

The Hollow Crown

Shakespeare na BBC 2: Ricardo II, Henrique IV (em duas partes) e Henrique V.

Ricardo II foi exibido em 30 de junho. 140 minutos de duração. Ben Whishaw no papel principal.

A primeira parte de Henrique IV será exibida no dia 7 de julho e terá 115 minutos de duração. Jeremy Irons no papel principal. O elenco inclui o Alun Armstrong (de quem sou fã) e seu filho, Joe Armstrong. A segunda parte provavelmente será exibida no dia 14 de julho.

Henrique V fecha o especial, provavelmente no dia 21 de julho, com Tom Hiddleston no papel principal. Além do elenco presente nos dois filmes anteriores, também participam John Hurt, Richard Griffiths e Melanie Thierry.

A Universal vai distribuir essa série em 10 episódios. Mas não há informações sobre se haverá distribuição no Brasil.

O trailer da primeira parte do Henrique IV:

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Para ler “Os Lusíadas”

Eu gostaria de recomendar este site a todos os que queiram ler ou reler Os Lusíadas. As explicações acrescentadas em notas, estrofe a estrofe, são riquíssimas e estão me auxiliando muito em meu trabalho.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Livros que traduzi

Esta é a relação, que pretendo manter atualizada, de livros que já traduzi e que foram publicados. (Porque, além dos livros que estou traduzindo ou acabei de traduzir e estão no prelo, há livros que traduzi e que nunca foram publicados – mas esses não serão incluídos nesta lista.) Ah, eu também não incluí as dezenas de romances de banca, tipo Harlequin, que traduzi. Foram muitos!
Resolvi separar os livros por área. Mas é óbvio que alguns livros poderiam estar em mais de uma área. É o caso, por exemplo, do Ulisses Liberto, do Jon Elster, que poderia estar em Filosofia, Ciências Sociais, Artes, Psicologia ou Economia. Toda classificação é uma simplificação da realidade, aliás.
Quando não estiver escrito, entre parêntesis, “do francês”, quer dizer que a tradução foi feita a partir do inglês.
Acho que ninguém pode dizer que eu me limitei a apenas uma ou outra área de preferência, né?

Ficção
andrea
PERRY, Jacques. Récit d'Andrea: extenuante e nua tentação. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Do francês)

shaw2
SHAW, Bernard. Um Socialista Anti-Social. São Paulo: Brasiliense, 1988.

highsmith
HIGHSMITH, Patricia. Resgate de um Cão. São Paulo: Brasiliense, 1989.

assassino
THOMPSON, Jim. O Assassino dentro de Mim. São Paulo: Paulicéia, 1991.

dalia
ELLROY, James. Dália Negra. São Paulo: Paulicéia, 1993.

aussie
(Deste eu traduzi apenas um conto)
MALOUF, David. Médium. In Lá da Austrália, coletânea de contos, org. por Stella E. O. Tagnin. Em co-autoria com Lea Béraha. São Paulo: Fólio, 2005.

Ficção Juvenil
Trilogia “os Herdeiros”:

herdguer
WILLIAMS, Cinda W. O Herdeiro Guerreiro. São Paulo: DCL, 2008.

herdmago
WILLIAMS, Cinda W. O Herdeiro Mago. São Paulo: DCL, 2009.

herdrag
WILLIAMS, Cinda W. O Herdeiro Dragão. São Paulo: DCL, 2010.

Trilogia "Wondrous Strange" (Nove Noites e um Sonho de Outono)


LIVINGSTON, Lesley. Nove Noites e um Sonho de Outono. 1º Ato. Grupo Autêntica. Editora Gutenberg, 2014. Tradução em colaboração com Angela Tesheiner.


LIVINGSTON, Lesley. À espera de Romeu. 2º Ato. Grupo Autêntica. Editora Gutenberg, 2016. Tradução em colaboração com Angela Tesheiner.

1436-20161222164424

LIVINGSTON, Lesley. A tempestade. 3º Ato. Grupo Autêntica. Editora Gutenberg, 2016. Tradução em colaboração com Angela Tesheiner.   

Ciências Humanas

Artes
canton
CANTON, Katia. E o Príncipe Dançou. São Paulo: Ática, 1994.

sting
CLARKSON, Wensley. Sting, uma Biografia. São Paulo: Ática, 1997.

design
TAMBINI, Michael. O Design do Século. São Paulo: Ática, 1997.

Filosofia / História / Sociologia

brown
BROWN, Judith C. Atos Impuros. São Paulo: Brasiliense, 1987.

foucault
DELEUZE, Gilles. Foucault. São Paulo: Brasiliense, 1988. (Do francês)

eleonor
MEADE, Margaret. Eleonor de Aquitânia. São Paulo: Brasiliense, 1991.

avoz
STARR, Tama (org.). A Voz do Dono. São Paulo: Ática, 1993. Tradução dividida com José Rubens Siqueira e Thereza Monteiro Deutsch.

vodca
POKHLIÓBKIN, W. V. Uma História da Vodca. São Paulo: Ática, 1995.

diploma
DÁVILA, Jerry. Diploma de Brancura. São Paulo: UNESP, 2006.

ulisses
ELSTER, Jon. Ulisses Liberto. São Paulo: UNESP, 2009.

alutaind
GARFIELD, Seth. A luta indígena no coração do Brasil. política indigenista, a marcha para o oeste e os índios Xavante (1937-1988). São Paulo: UNESP, 2011.

Direito

hart
MACCORMICK, Neil. H. L. A. Hart. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2009.

Administração / Economia

olider
ROBBINS, Harvey & FINLEY, Michael. O Líder Acidental. São Paulo: Prentice Hall, 2005.

macroe
BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2006, 4a ed. Tradução dividida com Mônica Rosemberg.

Psicologia

reich
REICH, Wilhelm. Paixão de juventude: uma autobiografia (1897-1922). Tradução dividida com Samia Rios. São Paulo: Brasiliense, 1996.

acrianca
KAIL, Robert V. A Criança. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

Ciências Biológicas
Ecologia

primavera
CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. São Paulo: Gaia, 2010.

Medicina / Saúde / Nutrição

kenmayer
MAYER, Ken. Mulheres de Verdade Não Fazem Regime! São Paulo: Ática, 1995.

novoaman
COLCLOUGH, Beauchamp. Um Novo Amanhã. São Paulo: Ática, 1996.
sucos
CALBOM, Cherie, e KEANE, Maureen. Sucos para a Vida. São Paulo: Ática, 1997.

Ciências Exatas
Matemática

matlab6
HANSELMAN, Duane & LITTLEFIELD, Bruce. MATLAB 6 - Curso Completo. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

Computação


c
SAVITCH, Walter. C++ Absoluto. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

sistdigit
TOCCI, R. J., WIDMER, N.S e MOSS, G. L. Sistemas Digitais. São Paulo, Pearson Education do Brasil, 2007. 10a ed.

Física

fisica2
YOUNG, Hugh D. Física II: Termodinâmica e Ondas. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008, 12a ed.
fisic4
YOUNG, Hugh D. Física IV: Ótica e Física Moderna. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009, 12a ed.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Escola de Sagres nunca existiu!

A Escola de Sagres, criada pelo Infante D. Henrique para desenvolver a navegação, jamais existiu. Isso provavelmente não é novidade para os historiadores, estudantes de história ou mesmo para os mais jovens, mas, para mim, foi uma surpresa. Eu já havia ouvido falar que a Escola de Sagres não havia sido realmente uma “escola” – seria apenas uma reunião de cartógrafos, navegadores, estudiosos e construtores de navios. Mas as não tão novas pesquisas sugerem que a Escola de Sagres é simplesmente um mito. Será mesmo?

O primeiro a negar a existência da Escola de Sagres teria sido o historiador brasileiro Thomaz Marcondes de Souza, em 1953, seguido pelo português Luís de Albuquerque, em 1990. E em 2009 o historiador brasileiro Fábio Pestana Ramos, em seu livro Por mares nunca dantes navegados, conclui que "Não há prova factual, como vestígios arqueológicos ou documentos originais, que possam comprovar a existência de uma escola em Sagres". Segundo Pestana Ramos, as menções históricas à Escola de Sagres se baseiam apenas em um único mapa atribuído ao pirata inglês Francis Drake e datado do século XVI, que registrava algumas construções em Sagres na época – sem nenhuma referência à existência de uma escola de navegação. Ainda segundo Pestana Ramos, o mito teria sido criado no século XIX, quando o historiador português Oliveira Martins teria utilizado a existência de Sagres para construir uma identidade portuguesa baseada no amplo domínio de tecnologias de navegação. Mais detalhes aqui.

Hmm… Eu tenho certos questionamentos, pelo menos quanto a essa última afirmação, de que o mito teria sido criado pelos românticos portugueses no século XIX. Ora, o poeta escocês Mickle, em sua tradução de Os Lusíadas, de 1776, glorifica D. Henrique como o “gênio” que teria dado origem ao espírito da descoberta moderna, aquele que “nasceu para libertar a humanidade do sistema feudal e dar a todo o mundo todas as vantagens, todas as luzes que poderiam ser difundidas pelo intercâmbio do comércio ilimitado”. Mickle reproduz todos os elementos do “mito”, embora não utilize a expressão “Escola de Sagres”. No prefácio à sua tradução de Os Lusíadas, Mickle conta que D. Henrique convidou vários sábios a irem a Sagres, a cidade altamente fortificada em que ele fixara residência. De Sagres teriam vindo as bases da nova navegação portuguesa. Mickle cita também um trecho do poema "The Seasons”, de James Thomson, glorificando D. Henrique como o grande incentivador do comércio:

For then from ancient gloom emerg'd
The rising world of trade: the genius, then,
Of navigation, that in hopeless sloth
Had slumber'd on the vast Atlantic deep
For idle ages, starting heard at last
The Lusitanian prince, who, Heaven-inspir'd,
To love of useful glory rous'd mankind,
And in unbounded commerce mix'd the world.

O poema “The Seasons” terminou de ser escrito em 1730.

Acho que isso mostra que o “mito”, pelo menos na Inglaterra, é anterior aos românticos portugueses. Como vocês veem, os Estudos da Tradução podem ser bastante úteis nas pesquisas históricas. E vice-versa, claro.

[P.S. Este site traz informações mais detalhadas sobre o assunto. São explicações bem mais convincentes de como surgiu o mito da Escola de Sagres.]