terça-feira, 8 de abril de 2014

Wondrous Strange = Nove Noites e um Sonho de Outono

Finalmente foi publicado o primeiro livro da trilogia Wondrous Strange, da Lesley Livingston, que minha irmã e eu traduzimos! O lançamento é do Grupo Autêntica, da Editora Gutenberg. Vocês podem ler o anúncio aqui. Houve uma mudança no título que havia sido sugerido inicialmente, mas, sem problemas: nós (as tradutoras) gostamos do novo título, que alude à peça de Shakespeare abordada no livro (Sonho de uma noite de verão).

Vocês podem ler os meus comentários anteriores sobre essa série aqui.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

Adoro cartões antigos, e este, de 1908, com o seu tema de viagem maritima, me pareceu especialmente adequado para postar no meu blog. Encontrei-o aqui, neste sítio de fotografias de alta qualidade e gratuitas.

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Que o novo ano traga muitas felicidades a todos os leitores deste blog e muita sorte (haja ferradura e porquinho) para que possamos realizar mudanças que tornem este país e este mundo menos desiguais…

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Artigo meu na “Tradução & Comunicação” (n. 26)

Saiu o número 26 da revista Tradução & Comunicação, com artigos interessantes abordando diversos temas ligados à tradução. A revista está disponível online, e vocês podem fazer o download de todos os artigos como arquivos pdf.

Posto aqui o resumo do meu artigo, “A 'Epopéia do Comércio': Os Lusíadas no Império Britânico do Século XVIII”:

Este artigo discute, à luz dos conceitos de reescrita, manipulação literária e patronagem de André Lefevere, alguns aspectos da tradução de Os lusíadas, de Luís Vaz de Camões, feita pelo poeta escocês William Julius Mickle. Essa tradução, publicada na Inglaterra em 1776, alcançou uma popularidade jamais igualada por outras traduções de Os lusíadas para o inglês. Pretende-se mostrar, pela exposição de alguns dados referentes à situação em que essa tradução foi realizada e por meio de alguns exemplos comparando o original e a tradução, que as profundas transformações (acréscimos, omissões, adaptações etc.) efetuadas por Mickle em relação ao original se articulam às condições históricas, sociais e econômicas de produção dessa tradução, assim como às normas culturais da época, uma fase de transição entre o Neoclassicismo augustano e o Romantismo. Mickle adaptou Os lusíadas para o público britânico do final do século XVIII, acrescentando paratextos de cunho ideológico, rotulando a epopeia camoniana como “A Epopeia do Comércio” e manipulando o poema original tanto no aspecto poético quanto ideológico. Dessa forma, Mickle transformou Os lusíadas em uma narrativa a serviço do Império Britânico.

É o primeiro artigo que publico sobre meu tema de doutorado, uma espécie de resumo de alguns tópicos que serão abordados em minha tese.

Um artigo cuja confecção eu acompanhei de perto é “'Andrea, ma così chi ti legge?': a linguagem de Camilleri e suas (im)possíveis traduções”, de minhá amiga Solange Peixe Pinheiro de Carvalho, que é agora a primeira pós-doutoranda na nova área de “Estudos da Tradução” da FFLCH-USP. Embora ainda não tenha lido nenhum livro do Camilleri, sou fã da série de TV Il Commissario Montalbano, que já comentei aqui, e acho fascinante a pesquisa de dialetos feita pela Solange.

domingo, 20 de outubro de 2013

Fotos da 1a. Mostra Internacional de Arte Seilá

O evento foi uma delícia! Aqui vão algumas fotos.

Os livros de minha autoria, Vilém Flusser: a Tradução na Sociedade Pós-Histórica, Um Balde (escrito em parceria com Guian de Bastos e Eugênio Barata) e Vidró (escrito em parceria com Guian de Bastos); e a série Pañcatantra, traduzida pela minha mãe, Maria da Graça Tesheiner, junto com Marianne Erps Fleming e Maria Valíria Aderson de Mello Vargas:

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Nossa mesa de autógrafos:

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Marina Gonçalves De Bonis montando o painel com seus desenhos:

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Os outros autores – Luiz Oliveira, relançando Iroko: o Deus do Tempo, e Guian de Bastos e G.P. Figueiredo, lançando O Advogado que Entrou no Armário, terceiro volume da série Velho Império sem Czar:

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Mais fotos aqui.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

1a Mostra Internacional de Arte Seilá

Pra começar, o nome é perfeito: “Seilá” expressa muito bem toda a concepção desse evento, as suas potencialidades e, mais ainda, as expectativas que suscita. O que é inegável é aquela sensação indefinível de que algo vai ser.

Os participantes que eu conheço, por exemplo, são geniais. Vou mencionar apenas alguns porque, na verdade, este vai ser um evento de dimensões imprevisíveis…

Guian de Bastos e G. P. Figueiredo, que lançarão O Advogado que Entrou no Armário, terceiro volume da coleção Velho Império sem Czar;

Marina Gonçalves De Bonis, desenhista, autora das ilustrações da série Velho Império sem Czar, irá expor alguns de seus trabalhos – vocês podem ver uma pequena amostra aqui;

Luiz Oliveira, o autor de Tank e Wang sob o Domínio dos Plutopatas sem Noção Sedentos por Flatorfina, estará relançando seu livro mais recente, Iroko – o Deus do Tempo;

Maria da Graça Tesheiner, uma das tradutoras da coleção de fábulas sãnscritas Pañcatantra, estará autografando o último livro da coleção, lançado recentemente;

e, sim, vou me incluir no quadro, quase à maneira de Velázquez, embora eu escape à definição de “genialidade” com que rotulei os participantes acima. Eu, Cláudia Santana Martins, estarei lá, autografando meu livro Vilém Flusser: a tradução na sociedade pós-histórica e, quem sabe, algumas outras obras pré-pós-históricas…

Outras pessoas maravilhosas estarão lá, mas elas são misteriosas e eu não saberia como falar delas no momento. Tudo o que eu posso dizer é: esse evento é imperdível. Seilá.

Data: 19 de outubro (sábado), a partir das 17h
Local: Espaço dos Parlapatões – Praça Roosevelt, 158. São Paulo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Advogado que Entrou no Armário (Velho Império sem Czar)

Tenho ótimas notícias hoje: O Advogado que Entrou no Armário. terceiro volume da série Velho Império sem Czar, escrita por Guian de Bastos e G. P. de Figueiredo, será lançado na 1a Mostra Internacional de Arte Seilá, no dia 19 de outubro, a partir das 17h, no Espaço dos Parlapatões, Praça Roosevelt, 158, São Paulo  (falarei mais sobre esse evento nos próximos dias).

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Texto da contracapa:

A agromáfia domina o país. Seus tentáculos alcançam a produção de transgênicos, margarina, produtos light, pesticidas e música country. Para conter o inexorável processo de entomologização antropocêntrica, é imprescindível superar os limites das leis da termodinâmica e da seta do tempo. Mas quem estaria disposto a retornar à época da ditadura militar para construir uma organização de resistência? Repleto de testosterona e outros hormônios indefinidos, “O advogado que entrou no armário” é a pungente confissão de Fred, o advogado que abandonou filha, companheiro e cãozinho para, com o auxílio dos deuses, investigar e combater as ardilosas maquinações da agromáfia, trazendo luzes à investigação histórica sobre as causas e consequências daquele pindura no dia XI de Agôsto de um ano qualquer do século passado.

(Se você quiser saber mais sobre a série Velho Império sem Czar, tenho uma série de postagens aqui.)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Lançamento do último livro da coleção Pañcatantra

A festa de lançamento do terceiro e último livro da coleção Pañcatantra, traduzida por minha mãe, Maria da Graça Tesheiner, junto com Marianne Erps Fleming e a Profa. Dra. Maria Valiria Aderson de Mello Vargas, será na Livraria da Vila da Alameda Lorena (n. 1731), no dia 5 de outubro (sábado), das 15h às 18h.

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Sobre o Pañcatantra:

“Ao perceber que esta era a essência de toda a ciência política do mundo, Vishnusharman elaborou este cativante tratado em cinco partes.” (Pañcatantra, Livro I, Prólogo)

O Pañcatantra (“Cinco Tratados”) é uma coleção de fábulas compiladas em sânscrito no início da Era Cristã. Essas cinco partes – cinco livros, ou cinco tratados – têm o objetivo de instruir jovens príncipes sobre a complexidade do comportamento humano. A análise dos temas que se entrelaçam é conduzida pelas histórias que se encaixam e pelas sentenças gnômicas intercaladas.

Os cinco livros que constituem o Pañcatantra são independentes em conteúdo e desiguais em extensão (o primeiro livro é bem mais extenso do que os outros). Por isso, as tradutoras da série, Maria da Graça Tesheiner, Maria Valíria Aderson de Mello Vargas e Marianne Erps Fleming, dividiram a publicação da obra numa série de três volumes:

1º. volume - Livro I (A Desunião de Amigos);
2º. volume - Livros II (A Aquisição de Amigos) e III (A História dos Corvos e das Corujas);
3º. volume - Livros IV (A Perda do Bem Conquistado) e V (A Ação Impensada).

O terceiro e último volume, agora lançado, vem completar a série. O Livro IV alerta para a possibilidade da perda do que se ganhou, enquanto o Livro V, para a necessidade de não se agir precipitadamente. A par do caráter moralizante dos ditados e provérbios presentes na estrutura das fábulas, a multiplicidade de opiniões a respeito de cada tema aponta para o fato de que não há verdades absolutas na sabedoria tradicional.