quarta-feira, 25 de abril de 2012

Previsão de lançamento e títulos dos livros da Lesley Livingston

Minha querida editora Camile Mendrot, da Ab Aeterno, acaba de me informar que a editora Gutenberg pretende lançar Wondrous strange em novembro deste ano, e que o título será, como Angela (minha irmã) e eu havíamos sugerido (entre outras possibilidades), Estranhas maravilhas. (Como comentei ontem aqui, “wondrous strange” evoca uma frase do Shakespeare em Hamlet: “O day and night, but this is wondrous strange!”)

E Once every never, o outro livro da Lesley Livingston que traduzimos (e que não faz parte da mesma série de Estranhas maravilhas, mas sim de uma outra trilogia que a autora ainda não terminou de escrever), deverá ser lançado em fevereiro ou março de 2013, com o título, também sugerido pelas tradutoras, Uma vez a cada nunca. É um título que provoca certa estranheza inicial, mas… tem tudo a ver.

É isso aí. Fantasia. Estranhas maravilhas. Momentos tão raros que só acontecem uma vez a cada nunca! Agora é esperar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Wondrous Strange e Darklight

Minha irmã e eu terminamos de traduzir o primeiro livro da trilogia da Lesley Livingston, Wondrous strange, e estamos agora chegando à metade do segundo, Darklight.

Já comentei um pouco sobre Wondrous strange aqui no blog – vocês podem ler todas as mensagens sobre as nossas traduções dos livros da Lesley Livingston aqui. Não posso contar muito mais porque não quero estragar as surpresas da série. Sobre Wondrous strange, eu apenas gostaria de comentar ainda que o título evoca o Hamlet, de Shakespeare: “O day and night, but this is wondrous strange!”. A expressão foi traduzida por Millôr Fernandes, nesse contexto, como “espantosamente estranho”. Não sei ainda que título a editora irá escolher para a tradução.

Sobre Darklight, o que posso dizer por enquanto é que as intrigas e disputas entre os seres mágicos, já iniciadas em Wondrous strange, são aprofundadas. Passamos a conhecer melhor as quatro cortes do Reino Encantado: a Corte do Inverno, governada por Auberon; a do Verão, regida por Titânia; a do Outono, onde reina a apaixonada, alucinada e muitas vezes cruel Mab; e a da Primavera, sob o domínio do misterioso Gwynn Ap Nudd. Enquanto em Wondrous strange o principal mistério envolve a origem de Kelley, em Darklight é o passado de Sonny que será desvelado.

Em Wondrous strange a peça representada dentro do livro (Kelley, a principal protagonista feminina, é atriz) era Sonho de uma noite de verão. Em Darklight, é Romeu e Julieta. Será que isso é o prenúncio de um fim trágico?! Vocês só saberão quando lerem…

terça-feira, 3 de abril de 2012

Despedindo-me dos franceses

A dificuldade de se trabalhar para firmas europeias é: como receber o pagamento sem que as taxas de transferência sejam tão altas que esse tipo de serviço passe a não valer a pena em termos financeiros?

Eu vinha realizando pequenos trabalhos de tradução para uma firma francesa, como comentei anteriormente aqui e aqui. Recebia em média cerca de 150 euros por mês por um trabalho que exigia de mim apenas algumas horas por semana. O Bradesco me descontava 15 dólares a cada transferência (SWIFT). Ora, acontece que, desde o início do ano, o Bradesco passou a cobrar 40 dólares. Isso fez toda a diferença.

O Itaú cobra, se não me engano, R$ 140,00 de taxa a cada transferência. O Santander, entre R$ 90,00 e R$ 200,00 por transação. Acho que os outros bancos cobram taxas igualmente elevadas.

Não adianta usar o Moneybookers, porque depois o dinheiro tem de “cair” em algum banco brasileiro, e aí… lá vem taxa. E o Western Union, pelo que me disseram, só aceita transferências de pessoa física para pessoa física.

Para quem presta serviços de tradução para empresas norte-americanas, o Xoom parece ser uma ótima solução: cobra menos de 5 dólares por transferência. Mas se a empresa é europeia, só a PayPal oferece serviço semelhante, e eles cobram 10% (ou seria 7,5%?) sobre cada transação. Continua sendo muito alto pra mim.

Não valia a pena continuar. A separação foi em termos amigáveis, com promessas de novos contatos em condições melhores no futuro, e eu preciso mesmo dedicar mais tempo à minha tese de doutorado. Mas não consigo deixar de me perguntar por que os bancos cobram taxas tão extorsivas, e se não interessa a ninguém resolver essa situação, para que aqueles que prestam pequenos serviços para firmas estrangeiras possam receber seu pagamento.

sábado, 31 de março de 2012

Fotos do lançamento de ontem

Foi uma festa muito divertida, porque os meus amigos são simplesmente maravilhosos, e sempre é bom estar com eles, ainda mais em uma ocasião especial como essa.

Gostaria de agradecer o apoio de todos e, em especial, da Editora Humanitas, da Livraria da Vila e do Prof. John Milton. E da minha orientadora, Lenita Esteves, que não pôde estar presente por estar viajando a trabalho, mas que me ajudou muito em todos os momentos de elaboração do livro.

Clique na foto para ver o álbum.

LVF2

sexta-feira, 30 de março de 2012

É hoje!

Lançamento dos livros Vilém Flusser: a tradução na sociedade pós-histórica, de Cláudia Santana Martins, e Traduzindo o Brazil: o país mestiço de Jorge Amado, de Marly D’Amaro Blasques Tooge.

Dia 30 de março de 2012, das 19h às 22h
Livraria da Vila
Alameda Lorena, 1731

Meu livro, Vilém Flusser: a tradução na sociedade pós-histórica, trata das ideias do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser a respeito da tradução. Flusser ficou mais conhecido por suas reflexões sobre a sociedade tecnológica, telemática ou pós-historica em que vivemos, mas, principalmente no período em que passou no Brasil, entre 1940 e 1972, ele dedicou muitos trabalhos ao estudo da língua (filosofia da linguagem) e da tradução. Nesse livro, eu apresento e analiso as ideias e a prática tradutórias de Flusser, e procuro relacionar os dois grandes temas a que Flusser se dedicou, as teorias de comunicação e a língua, no esforço de identificar o lugar ocupado pela tradução no pensamento humano e, em especial, em um mundo em que a escrita está perdendo espaço para as chamadas tecno-imagens.

Sobre o livro de minha amiga e colega de doutorado, Marly Tooge, Traduzindo o Brazil: o país mestiço de Jorge Amado, saiu uma boa resenha no Valor Econômico, que vocês podem ler aqui.

Não é todo dia que temos um lançamento de duas obras sobre tradução! Contamos com a presença de vocês. Sem vocês, a festa não será completa!

domingo, 25 de março de 2012

Simbologias

Não, eu não me considero feminista – pelo menos não em um sentido ativo, de engajamento –, mas, esta semana, quando entrei pela primeira vez no Salão Nobre do prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, aquela série de retratos pintados dos vários diretores da faculdade me transmitiu uma sensação de opressão. Nenhuma mulher! Em uma faculdade em que as mulheres são a absoluta maioria dos alunos (pelo menos nos últimos 30 anos) e também, me parece, a maioria dos professores.

Então uma colega comentou que Sandra Nitrini, a atual diretora da faculdade, seria a primeira mulher a ter o seu retrato pintado ali, e tive uma sensação de alívio.

É um pequeno detalhe, sim, mas acredito que simbolize a crescente valorização das mulheres na sociedade.

domingo, 18 de março de 2012

Lançamento de “Vilém Flusser: a tradução na sociedade pós-histórica”

Meu livro será lançado junto com o de minha amiga e colega de doutorado, Marly Tooge.

Lançamento do livro "Vilém Flusser: a tradução na sociedade pós-histórica", de Cláudia Santana Martins

Dia 30 de março de 2012, das 19h às 22h
Livraria da Vila
Alameda Lorena, 1731

marly_lilian_claudia_convite.cdr

Contamos com a presença de vocês!